sábado, 26 de junho de 2010

Não

não querer ir até a margem e olhar o fim de longe.
não hesitar e resistir ao nada.
como o último a não chegar, como o que não foi nem será.
não ser a mão que puxa nem a que se lava.
o estar entre eu e meu ego.
o não é o que vigia e nada é algo agora em mim.
somos assim, como figuras apagadas de um gibi sem páginas.
nossas cores desbotadas nos afagam em nosso leito de amor.
floridos dentes de cólera, limpidos desejos de morte.
o que deixa e o que faz deixar.
não é desistir é não chegar a desidir.
é assim, agora e já vai passar. como tu e eu . tudo já vai passar.

terça-feira, 1 de junho de 2010

quinta-feira, 13 de maio de 2010

antes eu era nada.
agora não sei o mais o que sou...

domingo, 28 de março de 2010

O que virá depois?

o que virá depois?
essa beleza inatingivel me abala e me faz agora mal.
éis o que posso chamar de perfeito. Como ninguém o é.
a simples beleza de ser você faz todo sentido.
éis agora como ninguém o foi ou será em minha vida.
A completa e singular maneira de ser a única capaz de mudar alguma coisa em mim...
Mas eu lhe pergunto...o que virá depois?
Depois que lhe beijar
que ter tua pele junto ao meu suor
O que virá depois?
só ha uma maneira de sentir...

sábado, 13 de março de 2010

Não há razão de ser

Onde cavas o teu olhar frígido.
Nos longos olhares de solidão sem fim?

o segredo do reverso fantasmal
a volúpia insessante do teu ego
e o gosto da chuva.

Não é simples, é digno e é divino.
Como os asas que não voam aos domingos.

Comum.
O veto que te deixa, e só deixa.
Não há razão de ser.
Como nós agora, aqui.


Quer que almas brindem em teus floridos poemas?
entre teus gemidos os meus te calam...
Não há razão de ser.

Uma leve mistura de mim e de você.
Onde pretentes tu chegar?
não, não há razão de ser.

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Saudade

Espero pelo fim do termo saudade
um tempo onde não haja distancia nem estradas
onde o amor possa conviver e saborear o dia
Longe do teu calor não consigo sonhar
Por isso só espero
com uma esperança infinita de desejos estúpidos
quero ser o teu recanto quando acordares
quero ter meu pranto enxugado na tua branca camiseta
Espero pelo beijo que deixei atrás
espero eternamente pelo fim dessa saudade.

domingo, 24 de janeiro de 2010

Meu sorriso

esse teu sorriso me persegue, me abana e deixa-me no leito da morte.
esse teu olhar doce me faz lembrar aquelas manhãs de orvalho e estradas.
éis como lume queimando meus beijos molhados.
éis a primeira flor daquela inesquecível primavera.

como um carro desenfreado meu amor está solto ladeira abaixo.
e por mais que eu tente freia-lo ...nunca o conseguirei alcançar.
éis meu perfume. Minha saliva.

minha voz cansada te chama, te pede clemência.
te busco em segredo, procuro tuas mãos e teu seio.

ah, esse teu sorriso outra vez...e o cheiro da tua pela macia
como é bom ter que sofrer por você...
Mas como eu daria a vida pra estar no teu colo...
e tu cantares em meu ouvido com tua língua de pessego

éis o que me falta, éis meu sustento.
e já não posso mais seguir sem ti.